Crise no PL: Deputado é expulso após defender Alexandre de Moraes e criticar sanção imposta por Trump

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Português brasileiro, com pausas naturais entre frases e parágrafos.
O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, oficializou a expulsão do deputado federal Antônio Carlos Rodrigues (PL-SP) do partido, após declarações polêmicas em defesa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e críticas à decisão do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
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Rodrigues, que é aliado histórico de Moraes, classificou como “o maior absurdo que já viu na política” a aplicação da Lei Magnitsky pelo governo norte-americano contra o ministro brasileiro. Em entrevista à coluna de Igor Gadelha, do portal Metrópoles, o deputado afirmou:
“Alexandre é um dos maiores juristas do país, extremamente competente. Trump tem que cuidar dos Estados Unidos. Não se meter com o Brasil como está se metendo.”
A fala irritou a ala bolsonarista da legenda, que pressionou Valdemar pela expulsão do parlamentar. O presidente do PL acatou a demanda, justificando em nota oficial:
“A pressão da nossa bancada foi muito grande. Nossos parlamentares entendem que atacar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, é uma ignorância sem tamanho. Trump é o presidente do país mais forte do mundo.”
Esta não é a primeira vez que Antônio Carlos Rodrigues sai em defesa pública de Alexandre de Moraes. Em 2023, já havia declarado, em entrevista ao Estadão, que admirava “a atitude e coragem” do ministro. Os dois se conhecem há mais de 30 anos, e Rodrigues era apontado como a principal ponte de diálogo entre Moraes e integrantes do PL.
O episódio evidencia a disputa interna dentro do PL entre bolsonaristas e setores mais moderados. Desde o início da atual legislatura, a ala fiel ao ex-presidente Jair Bolsonaro tem promovido uma “caça às bruxas” contra parlamentares com posições mais próximas ao presidente Lula.
Um exemplo citado na reportagem é o caso do deputado Yury do Paredão (MDB-CE), que foi expulso do PL após aparecer em uma foto fazendo o gesto do “L”, associado a Lula. Ele acabou se filiando ao MDB.
Apesar da expulsão, Antônio Carlos Rodrigues ainda não se manifestou oficialmente sobre sua saída do partido.
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